Carta aos Gálatas, 1: 1 a 9

Paulo, apóstolo, não da parte dos homens nem por intermédio de um homem, mas por Jesus Cristo e Deus Pai que o ressuscitou dentre os mortos; e todos os irmãos que estão comigo: às igrejas da Galácia.
A graça e a paz vos sejam dadas por Deus Pai e Nosso Senhor Jesus Cristo, que se entregou a si mesmo pelos nossos pecados a fim de nos libertar deste mundo mau, segundo a vontade de Deus, nosso Pai. A Ele seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém
Admiro-me que tão depressa abandoneis aquele que vos chamou pela graça de Cristo, e passeis a outro Evangelho. Não que haja outro, mas há alguns que vos estão perturbando e querendo corromper o Evangelho de Cristo.
Entretanto, se alguém – ainda que nós mesmos ou um anjo do céu – vos anunciar um Evangelho diferente do que vos tenho anunciado, seja anátema. Como já vo-lo dissemos, volto a dize-lo agora: se alguém vos anunciar um Evangelho diferente do que recebeste, seja anátema.

 

Paulo, apóstolo, não da parte dos homens nem por intermédio de um homem, mas por Jesus Cristo e Deus Pai que o ressuscitou dentre os mortos; e todos os irmãos que estão comigo: às igrejas da Galácia.

Jesus tinha estado entre os homens determinando o início de uma nova era através de sua proposta reeducativa de cunho eminentemente espiritual.
Usando o alimento fornecido pelos judeus representado pelos cinco livros da Torá, o aperfeiçoou propondo uma Lei Amor, muito mais ampla e completa, pois revelava-nos o Criador em uma nova dimensão: Misericórdia.
Entretanto, os líderes religiosos da época não o compreenderam, e mesmo entre os convertidos ao cristianismo houve uma tendência à permanência do cultivo dos rituais e das formalidades exteriores.
Paulo visitara a Galácia na sua segunda e terceira viagem missionária, segundo depreendemos de Atos, 16: 6; 18: 23.
Anunciou aos gálatas o Evangelho (cf. Gl, 4: 13) e foi não só compreendido, como também muito bem recebido.
Todavia certos cristãos judaizantes incitam os fiéis da Galácia a uma dissidência, dizendo a estes que eles não se salvariam a não ser se observassem os ritos e cerimônias cultivados pelos judeus, em especial a circuncisão; e mais, diziam que Paulo não tinha autoridade como os discípulos que participaram dos colégio dos doze, seu Evangelho não estava de acordo com o dos apóstolos primeiros, e sua doutrina tinha sido recebida de homens.
Talvez por isso estas saudações (Vers. 1 a 5) sejam em tom mais seco e sem louvores a seus leitores, pois Paulo vê a necessidade de rapidamente esclarecer estes quando à verdadeira autoridade dada a ele não por homens, mas pelo próprio Cristo, conforme consta do livro Atos dos Apóstolos, 9: 15.
Jesus o tinha chamado diretamente na estrada de Damasco, e dito a Ananias que ele, Paulo, era um instrumento de escol ou um vaso escolhido para levar os seus ensinamentos para as nações pagãs, aos reis, e aos próprios filhos de Israel.
Assim, já nos primeiros movimentos desta carta, Paulo faz ver a todos quem ele era, vindo de quem, e porquê. Fora chamado por Jesus, diretamente, e Jesus era o Enviado Máximo e representante autêntico do próprio Deus; então, por que descrer de Paulo?
A palavra apóstolo refere-se a um título de origem judaica quer dizer enviado, do grego apostoloi que traduz o hebraico shelihims.
No texto evangélico refere-se aos doze (Mateus, 10: 2), ou em sentido mais amplo a todos missionários do Evangelho. Paulo se enquadra perfeitamente na condição de apóstolo.
Após este ligeiro comentário histórico avancemos nosso entendimento buscando os dia de hoje…
Muitos espíritas têm tentado nos dias atuais subtrair a autoridade do Espírito Emmanuel para questões doutrinárias e de ciência. Dizem estes colegas de fé, que Emmanuel vai muito bem quando se propõe a aconselhamentos na área da moral, mas que em matéria de doutrina e de ciência apresenta importantes contradições.
Felizmente não são muitos os que assim pensam, mas são em número considerável, e muitos, sérios estudiosos da letra espírita.
É preciso analisar com lógica e bom senso. Não se trata de mitificar o Espírito Emmanuel, mas vejamos…
A codificação espírita é fruto de rigorosa programação e de participação importante da espiritualidade superior, aliás, é doutrina dos Espíritos.
Kardec deu os primeiros passos e estabeleceu princípios e metodologia eficiente com que os seus seguidores puderam avançar doutrinariamente, pois a doutrina espírita é evolucionista.
Algumas décadas depois, surge no Brasil a mediunidade de Francisco Cândido Xavier que não só confirma Kardec, como na prática amplia as informações sobre o mundo invisível.
A obra do médium mineiro é de tal importância que hoje podemos falar em espiritismo antes e depois de Chico Xavier.
O Espírito Emmanuel deixou claro já nas primeiras comunicações, que se qualquer mensagem sua contradissesse Kardec ou Jesus, que deveríamos esquece-lo e ficar com Kardec e com Jesus, porém, isso não aconteceu nos princípios fundamentais da doutrina, pois Emmanuel é dentre os Espíritos que se manifestaram na Pátria do Cruzeiro, um dos que melhor conhece a obra do mestre lionês, e o maior exegeta do Evangelho que temos notícia.
Basta para confirmar o que estamos dizendo, fazer o seguinte raciocínio; a obra espírita, como já dissemos, é fruto de programação dos Espíritos superiores orientados pelo Espírito Verdade.
Tendo em vista que Emmanuel é o guia espiritual do médium Xavier,e sabedores que somos da importância da obra vinda através de sua mediunidade, poderia a espiritualidade superior destacar para a missão de dirigir a obra deste iluminado médium, um Espírito que não fosse preparado para tal?
A obra espírita é ciência, filosofia, e traz-nos também um conteúdo de profunda religiosidade; portanto, na escolha de um Espírito que tivessem a missão de coordenar a implantação desta filosofia riquíssima no ambiente planetário, não poderia ser escolhido um Espírito que fosse falho em quaisquer destes aspectos.
Daí concluímos, que se a obra de Chico Xavier, importante como é, teve a orientação de Emmanuel, é porque este tem autoridade dada pelo Espírito Verdade para tal, e como Paulo pôde dizer – aliás Paulo é orientador espiritual de Emmanuel como podemos depreender de obras confiáveis da literatura espírita -, ser servo de Cristo Jesus, chamado para apóstolo, escolhido para o Evangelho de Deus[1]; do mesmo modo tem esta autoridade o Espírito Emmanuel, autoridade dada não por homens, nem por intermédio de um homem, mas por Jesus Cristo, e Deus Pai…

A graça e a paz vos sejam dadas por Deus Pai e Nosso Senhor Jesus Cristo, que se entregou a si mesmo pelos nossos pecados a fim de nos libertar deste mundo mau, segundo a vontade de Deus, nosso Pai. A Ele seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém.
 
Paulo inicia a saudação a seus leitores da Galácia com o desejo sincero de graça e paz para todos. E graça e paz segundo Deus e o entendimento de Jesus o Cristo.
Já neste início Paulo coloca o que pensava a cerca da missão do Cristo. Ele viera libertar-nos de nossos erros e desvios –pecados. E para que isso acontecesse, qual foi a posição de Jesus? Entregou-se a si mesmo.
Aqui temos duas colocações importantes que devem ser por nós meditadas. O que significa Jesus nos libertar de nossos pecados? E o que é entregar-se a si mesmo?
De quem eram os pecados? Ou seja, quem eram os pecadores? A resposta está no próprio texto: “nós.” Portanto, a libertação destes por Jesus não significa que Ele por ser a autoridade máxima de nosso orbe, tenha o poder de tirar com as mãos os nossos erros. Não é esse o sentido. Jesus nos liberta, a partir do fato de que Ele revelou para nós os instrumentos que se fizéssemos uso nos libertariam. Fomos nós quem desviamos do caminho, deste modo, só nós podemos a ele retornar.
Para isso é preciso em primeiro lugar reconhecer o erro e saber nossa verdadeira situação (autoconhecimento). Não são poucas as vezes em que insistimos no erro por achar que estamos corretos e somos “os tais” da evolução.
A partir do reconhecimento é preciso fazer uso de outra virtude lembrada por Jesus, a vontade. Só de posse do desejo sincero de mudar podemos transformar-nos como se faz necessário. E mudar que dizer deixar posições cômodas, em que já estamos acostumados, e aceitar o desafio do novo com restrições do que até agora era para nós importante.
Aí é que entra outro passo importante, a atitude. Nada conseguimos realizar se não partirmos efetivamente para o campo das ações. Existem projetos belíssimos em todas as áreas, que infelizmente não saem do papel, todos nós conhecemos vários destes. E o projeto mais importante de nossa vida não pode ficar parado em nenhuma prancheta esquecida: o de nossa transformação moral.
Neste ponto é importante avaliar o “como” fazer representado pela atitude de Jesus: entregou a si mesmo.
Já dissemos, o objetivo maior de Jesus era o da nossa educação moral. Ele nos ensinou que, se o objetivo é importante não devemos medir esforços para sua realização; assim, Ele entregou a si mesmo para que se realizasse o seu projeto educativo.
Devemos compreender que Jesus não necessitava passar pelo que passou, se Ele assim fez, era para dar exemplo. Ele não ia deixar as Esferas Superiores em que habitava, e vir até nós à toa, assim, tudo o que fazia ou falava, nos mínimos detalhes, era para ensinar; em todos os seus passos ou palavras há ensinamentos vários, em tudo há exemplo a ser seguido como condição para nossa libertação.
Portanto, nesta entrega de si mesmo há importante lição.
Ao traçar um objetivo, e por isso devemos avaliar bem qual é o nosso objetivo em tudo o que realizamos, devemos a ele nos entregar de corpo e alma, não foi isso que fez o Cristo?
No decorrer da análise desta carta, vamos comentar sobre a importância da fé no processo reeducativo do Espírito, pois este é um dos temas principais deste texto que ora estudamos.
O que é fé senão fidelidade a uma proposta escolhida? O que é fé senão adesão a esta proposta? E indo mais além, existe fidelidade e adesão sem entrega total de nós mesmos?
Portanto, o ato de entregar-se (a si mesmo) para a realização do objetivo maior, como Jesus fez, deve ser a nossa primeira meditação a respeito do ato de termos ou não fé. Sem fé não há como obter iluminação espiritual; e nós, estamos dispostos a vivenciar a fé a partir da entrega total de nós mesmos?
A proposta da evolução como sendo a realização da vontade de Deus tem sido por nós sempre comentada em outros textos, por isso não vamos aqui nos estendermos para não repetirmos em demasia. Mas é isso que Paulo quer dizer quando nos afirma que esta entrega de si mesmo por parte de Jesus era para realizar a Vontade de Deus, nosso Pai.
Resta-nos ainda uma palavrinha sobre a nossa libertação deste mundo mau.
Em última instância podemos afirmar que Deus não cria mundos físicos como chegamos a supor um dia. Isso é tarefa para os Espíritos superiores conforme depreendemos dos textos da codificação espírita.
Deus cria Espíritos, e determina uma Lei para que estes possam estar em harmonia com Ele, e se, se desarmonizarem possam a Ele retornar em glória.
Deste modo, em se tratando do mundo exterior em que nos encontramos, nos achamos de acordo com a condição que criamos. Estamos no ambiente que melhor se faz para o atendimento de nossas necessidades reeducativas, portanto, se ele nos parece mau, é porque ainda há maldade em nós.
Jesus ensinou-nos que o Reino de Deus está em nós, que ele não vem com aparência exterior, e podemos acrescentar que o inferno é do mesmo modo. Assim, se estamos nesta ou naquela posição vibratória é questão pessoal e de escolha paraticular, e a nossa libertação deste mundo mau, perverso, diz respeito só a nos mesmos.
Não esqueçamos do que já dissemos e do que já vem sendo dito há dois mil anos, Jesus trouxe para nós os instrumentos de nossa libertação, já nos capacitou para tal, portanto, cabe exclusivamente a nós, fazendo uso de nossa vontade, realizá-la.
Quando isto se der, será a glória Dele, por ter-se cumprido todo o projeto de nossa evolução, neste momento teremos vencido a necessidade dos séculos e dos séculos, amém.

Admiro-me que tão depressa abandoneis aquele que vos chamou pela graça de Cristo, e passeis a outro Evangelho. Não que haja outro, mas há alguns que vos estão perturbando e querendo corromper o Evangelho de Cristo.
 
Como já comentamos, certo dia, Paulo recebeu a visita de alguns seguidores seus da Galácia, que comentavam que alguns elementos ligados ao judaísmo de Jerusalém, apesar de já convertidos à nova doutrina, vindos da parte de Tiago, estavam na nova comunidade dos gálatas, desenvolvendo uma oposição a Paulo, dizendo que o Evangelho ensinado por este não era o verdadeiro Evangelho do Cristo; o de Paulo era incompleto e não abordava a necessidade dos cristãos de adotar a lei mosaica.
Paulo surpreso e entristecido lembra aos neófitos da Galácia como foi que eles aceitaram bem os ensinamentos do Cristo que receberam por ele, e que se sentia admirado como que de uma hora para outra pudessem eles mudar de opinião a respeito não só dele, Paulo, mas o que era pior, a respeito dos ensinamentos evangélicos. Tinham eles sido chamados por Deus.
Aqui cabe ressaltar que a palavra Evangelho não se refere ao conjunto de livros que hoje conhecemos por este nome, neste tempo eles ainda não existiam na forma conhecida. Havia apenas os manuscritos aramaicos de Levi (Mateus), e provavelmente só as duas cartas aos Tessalonicenses escritas por Paulo.
Então, como entender aqui a palavra Evangelho?
É importante lembrarmos que tanto o que conhecemos por Novo Testamento, quanto por Antigo Testamento, antes de existirem em sua forma escrita existiram de forma oral; portanto, Evangelho aqui representa os ensinamentos de Jesus que foram disseminados entre os judeus, e a partir daquele momento também aos gentios, por seus seguidores mais próximos, entre eles Paulo, que como vimos tinha recebido sua missão diretamente de Jesus.
Os gálatas tinham aceitado rapidamente a essência da mensagem cristã que lhes fora ensinada por Paulo, então, por que agora estavam voltando atrás?
Não existe outro Evangelho, dizia o apóstolo, compreendia ele que a mensagem do Cristo era única e essencialmente espiritual, tudo o que fosse exigência da forma a manter necessidades de aparência, era exclusivamente de origem humana. Paulo foi sem dúvida alguma, entre os discípulos da primeira hora, um dos que melhor compreendeu a profundidade da mensagem do Meigo Rabi Nazareno.
Ele mostra que estes elementos na realidade estavam querendo desvirtuar a mensagem e corromper o Evangelho, seja por ignorância, ou pelo que for. Era preciso que os discípulos da Galácia praticassem a lição do vigiai estando atentos para o discernimento necessário.
Hoje a coisa se dá do mesmo modo, estejamos, portanto, atentos. Há no meio espírita, mesmo com toda a gama de conhecimento que esta doutrina nos felicita, elementos que querem desvirtuar a mensagem cristã do Espiritismo como Kardec entendia que fosse; e querem até mesmo, alguns, dissociar a Doutrina do Evangelho.
Não esqueçamos a verdadeira posição do Codificador, quando em O Livro dos Médiuns nos afirma claramente que o verdadeiro espírita é o espírita cristão, por ser cristã a essência da mensagem espírita. Emmanuel vai mais além; segundo este iluminado Espírito, espiritismo sem Evangelho é nau sem rumo, é pura expressão fenomênica sem a verticalização necessária que nos conduz ao objetivo maior de iluminação própria.
Podemos ainda transcender mais dizendo que, do mesmo modo que o ensino oral antecede a lição escrita, o Espírito é anterior à matéria e as conquistas daquele devem ser prioritárias em relação às desta.
Quando desejamos avançar sob a ótica de espiritualidade a retaguarda que ainda grita em nós tenta de toda forma perturbar corrompendo nosso estado de alma superior. É o homem velho, que no texto está representado pelos judaizantes, que não conseguindo mais deter o avanço do que é espiritual busca diminuir nossas conquistas e subverter nossos valores essenciais. Há necessidade nestes momentos de vigilância e oração, pois se até em nossa intimidade temos estas dificuldades, o que não poderemos então dizer no que diz respeito às pessoas com quem convivemos?
Não nos enganemos, só há um Evangelho, o do Bem, e é a este que devemos seguir.

Entretanto, se alguém – ainda que nós mesmos ou um anjo do céu – vos anunciar um Evangelho diferente do que vos tenho anunciado, seja anátema. Como já vo-lo dissemos, volto a dize-lo agora: se alguém vos anunciar um Evangelho diferente do que recebeste, seja anátema.
 
Para Paulo o mais importante, o que está acima de tudo, é o Evangelho; é a essência da mensagem deixada pelo Cristo. Portanto, afirma ele, se alguém, seja quem for, até mesmo ele ou um anjo do céu, não importa quem, contradisser o Evangelho, seja este excluído como mensageiro do Senhor. Não ele como pessoa, mas a idéia que defende. Em sua primeira carta aos coríntios[2] deixa claro que mesmo estes serão redimidos no Dia do Senhor. Portanto, é a mesma idéia veiculada por Jesus, não devemos condenar aquele que erra, mas o erro.
Paulo estava assim, ensinando aos gálatas, como a todos os cristãos, que não importa quem traz o ensinamento, o que vale é a qualidade deste. Para que possamos avaliar, tenhamos sempre por norma o cerne da mensagem de Jesus, que para nós, particularmente, está no Sermão do Monte. Assim, dizemos, se contraria o Sermão do Monte, tenhamos cuidado, se está de acordo com o que o Cristo proclamou no iluminado texto narrado por Mateus, sigamo-lo com dedicação.
A mesma norma vale hoje para nós os espíritas que sempre estamos a avaliar mensagens que nos são trazidas por espíritos diversos. Se estiverem coerentes com o ensinamento de Jesus e com a Codificação Espírita, não façamos oposição, todavia, se houver contradição com a moral espírita cristã, avaliemos melhor, pois nem todos os Espíritos são mensageiros de Deus conforme já nos alertava o discípulo amado em sua primeira epístola.
Para mostrar a gravidade daquele que usa do próprio Evangelho para contrariar o que Jesus realmente ensinou – e isso é mais comum do que possamos supor – Paulo usa uma forte expressão: seja anátema.
No antigo Testamento esta expressão deriva do hebraico herem que significa que toda presa de guerra deveria ser sacrificada e atribuída a Deus, era um ato religioso, uma regra da guerra santa, que cumpre uma ordem divina (Bíblia de Jerusalém, pág., 344). No Novo Testamento representa uma maldição que se volta sempre contra aquele que age contrariamente à Lei de Deus. Devemos entendê-la como uma reprovação enérgica, aqui no caso, a todo aquele que contraria o Evangelho, e em especialmente o que usa do próprio Evangelho para justificar suas posições de interesse pessoal.

[1] Cf.  Romanos, 1: 1
[2] 1 Coríntios, 5: 5

Extraído do Livro "O Evangelho de Paulo" (A publicar)


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