1 Tessalonicenses, 2: 14 a 16

 

Porque vós, irmãos, haveis sido feitos imitadores das igrejas de Deus que, na Judéia, estão em Jesus Cristo; porquanto também padecestes de vossos próprios concidadãos o mesmo que os judeus lhes fizeram a eles…

É comum quando passamos por momentos de testemunhos difíceis, de grandes tribulações em nossa alma, achar que Deus se esqueceu de nós ou que o fardo está por demais pesado. Se assim não nos expressamos formalmente, é preciso entendermos que, qualquer reclamação por mínima que seja, pressupõe falta de conhecimento dos mecanismos de funcionamento do Universo, pois se assim fazemos, é porque nos achamos de um modo ou de outro, injustiçados.

Essa não era a consciência que o Apóstolo dos gentios tentava despertar em seus seguidores. Para ele, o sacrifício em nome do Cristo era privilégio, pois ele compreendia que se tratava de promoção e não de esquecimento por parte do Criador.

Os judeus mais ortodoxos ligados ao templo de Jerusalém fizeram com que a primeira comunidade cristã do Caminho passasse por momentos de grandes dificuldades, Paulo era não só testemunha disto, como na condição de antigo fariseu, doutor da lei, tinha participado das primeiras perseguições aos seguidores do Nazareno.

Como verdadeiro converso ao Evangelho, sabedor do quanto teria que padecer pelo Cristo, buscava, ao invés de lamentar, incentivar os tessalonicenses comparando-os aos cristãos de Jerusalém, pois assim os fazia ver que tudo isso era natural dentro do encaminhamento reeducativo para as questões imortais.

Hoje quando lemos textos históricos sobre este período inicial do cristianismo, ou quando meditamos sobre acontecimentos anteriores ligados a estes valorosos Espíritos precursores do Bem, muitas vezes o fazemos como se a um romance estivéssemos lendo ou a uma telenovela assistindo, devido à distância dos fatos e a uma realidade bem diversa da que temos atualmente. Porém, é preciso identificarmos nossos testemunhos atuais como momentos semelhantes a estes; se já não temos perseguições explícitas em nome da fé, se não mais existem arenas com leões devoradores, existem outros tipos de tormentos que com sutileza nos fazem chorar do mesmo modo, ou situações que nos fazem sangrar e sermos devorados mesmo nos mantendo fisicamente intactos.

Portanto, diante destes momentos em que somos visitados pela angústia, e até mesmo por empecilhos quando desejamos simplesmente realizar o bem, não desistamos, tomemos como exemplo nossos antepassados iniciadores do movimento pelo Cristo; pois estes, também padeceram ao seu tempo na mão dos próprios concidadãos ou de judeus inobservantes dos mesmos mandamentos que diziam seguir.

Devemos também sermos imitadores do Cristo e das comunidades primeiras que testemunharam em nome de Deus, pois se assim não fizermos, que galardão desejamos???

os quais também mataram o Senhor Jesus e os seus próprios profetas, e nos têm perseguido, e não agradam a Deus, e são contrários a todos os homens. E nos impedem de pregar aos gentios as palavras da salvação, a fim de encherem sempre a medida de seus pecados; mas a ira de Deus caiu sobre eles até ao fim.

Paulo refere aqui ao fato histórico dos Judeus terem matado Jesus, o Manso por excelência, e aos próprios profetas que eles já cultuavam àquele tempo. Mostrando-nos assim como o mundo se engana diante das pessoas e dos fatos. A incompreensão leva-nos às vezes a excessos que vão ser mais tarde motivos de arrependimentos e de grandes dissabores para todos nós, por isso, tenhamos cautela no julgamento, e busquemos analisar sempre pela ótica do espírito que transcende ao tempo, só assim evitaremos o dissabor do arrependimento motivado por atitudes de orgulho e egoísmo.

Era o apóstolo, redimido às luzes de Damasco, um visionário, um homem além de seu tempo. Sabia que esta perseguição causava desagrado a Deus, por infringir a Sua Lei. Aqueles que assim agem são contrários ao sentimento natural de todos os homens que é o de refletir Deus, e ser, deste modo, feliz. Pois em nosso estado próprio de equilíbrio, não desejamos contendas nem ser adversários Daquele que é Todo Poder. Se, recebemos um ensinamento ou uma revelação importante, o primeiro desejo que temos é o de também transmitir aos nossos semelhantes aquela ciência que tanto bem nos faz. São essas as palavras da salvação. Os que impedem este andamento natural da ordem, em verdade estão, segundo o linguajar do texto, enchendo a medida de seus pecados, ou seja, aumentando seu endividamento diante da Lei. Os que assim fazem, ou quando assim fazemos, estão na realidade obstruindo o fluxo normal dos eventos universais e chamando para si a responsabilidade de serem considerados opositores do Bem, despertando o que o redator da carta denominava de ira de Deus, que não é outra coisa senão a Lei se impondo à criatura no campo das reações dolorosas, porém necessárias, porque restauradoras da Ordem.

Em verdade te digo que, de maneira nenhuma, sairás dali, enquanto não pagares o último ceitil.1


 


 

1 Mateus, 5: 26

 


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